O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), em discurso nesta segunda-feira
(17), fez um apelo aos governadores que estão entrando com ações
no Supremo Tribunal Federal (STF) pela inconstitucionalidade do índice
de reajuste do piso nacional dos professores. O senador disse que é
possível cumprir a lei realocando gastos e que, caso o estado não
encontre solução, deve entregar a educação para a União.
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Governadores, por favor, não comprometam os seus nomes, no século 21,
pedindo a inconstitucionalidade de uma lei de reajuste do piso salarial
que eleva um pouco acima da inflação o salário dos seus professores –
disse o senador.
Dirigindo-se
ainda aos governadores, Cristovam disse que é melhor entregarem as
escolas ao governo federal, caso não possam bancar os salários dos
professores, iniciando-se assim a federalização da educação, do que
optar pela falência do sistema educacional, mantendo nas mãos dos
estados e dos municípios. Isso, alertou, sacrificaria os professores e,
em consequência, o futuro do país.
Segundo seus cálculos,
cumprir a lei em todo o Brasil custaria ao país pouco mais de R$ 3
bilhões, o que é quase 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de
cerca de R$ 4 trilhões. Desde que foi aprovado o piso salarial
nacional para os professores, apenas dez estados o pagam: Goiás, Mato
Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas
Gerais, São Paulo, Amazonas, Roraima e Distrito Federal. Isso não
necessariamente inclui todos os municípios, já que a educação não é
centralizada.
A luta
pela aplicação integral do piso nacional dos professores, iniciativa
legislativa de Cristovam, é intensa desde a sua criação, em 2008.
Primeiro, seis dirigentes estaduais recorreram alegando a
inconstitucionalidade da lei, já que a União estaria entrando em
assuntos que dizem respeito aos estados. Reconhecida a
constitucionalidade, agora cinco governadores questionam o índice de
reajuste.
Pela lei em vigor, todo ano, o piso salarial do
professor deve ser reajustado pela variação do “custo-aluno” de acordo
com o Fundeb, indicador do Ministério da Educação que considera o
número de matrículas e os gastos locais com educação. Por esse fator, o
reajuste para 2013 será de 21,25%, o que elevará o piso para R$
1.756,00. Para o senador, ainda é pouco, já que o salário ideal para
atrair professores qualificados deveria ser de R$ 9 mil. (agencia Brasil)
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